1, 2, 3, 4! Igor B., Juçara Marçal, Tartamudo, Vinces

No seu álbum de estreia, chamado “SE PAH (Beat Mesclânea)”, recém lançado em março deste ano, Igor B. formaliza o que muitos já sabiam e declara, desde o título, que as misturas inusitadas (a tal “mesclânea”) são algumas das principais características do seu trabalho.

Nesta canção, “O Bem e a Verdade”, que pode ser um dos hits escondidos da obra, em meio a uma mensagem leve, romântica e lúdica, o artista evoca um indie pop dançante que faz referencias à música latina e ao tecnobrega, ao mesmo tempo.


Juçara Marçal lança “Sem Cais”, novo clipe do aclamado álbum “Delta Estácio Blues”. Estrelado pela artista, por Negro Leo (autor da canção) e por uma cidade desolada e solitária, o vídeo é dirigido, fotografado e montado por Aline Belfort, que fez a foto presente na capa do disco. Vencedor do Prêmio APCA e de dois Prêmio Multishow, “Delta Estácio Blues” é uma realização Natura Musical / QTV Selo / Mais um Discos / Goma Gringa.

“Esse clipe utilizou dois filmes, um preto e branco super antigo usado no cinema soviético junto de um Kodak colorido. O clipe passeia pelas imagens dos dois vídeos e utiliza a cidade vazia para mostrar essas duas figuras – eu e o Leo – em uma cidade que parece meio devastada, perdida no tempo”, conta Juçara.

“A ideia principal é sobre como a nossa realidade pode ser distópica. Como criar um filme distópico, sem criar nada, apenas usando São Paulo como cenário, cidade deserta, personagem com vida própria dentro desse caos-passagem de Juçara Marçal e Negro Leo por essa terra arrasada”, completa a diretora cearense Aline Belfort, que já teve seu trabalho exibido em alguns dos principais festivais de cinema do mundo.


O duo brasiliense Tartamudo apresenta o clipe “Êxtase”, versão para a música de Guilherme Arantes que está no primeiro álbum do grupo A loop is a loop is a loop”, lançado este ano. Com clima dark e com jogos de luzes, o clipe traz uma linguagem direta e voltada para a letra da canção lançada em 1979 sobre o amor paternal.

“Antes de mais nada, é uma bela música com camadas de teclados e efeitos num trabalho realmente impecável de produção. Mas é, sobretudo, uma música que traz uma mensagem de revelação, da dimensão do amor – no caso, de um pai no nascimento do filho. Na verdade, é uma música que canta a vida e a magia de existir nesse planeta. E o nascimento de um filho traz essa urgência de maneira mais carnal: a vida exige cuidado, exige amor. O mundo exige amor e precisamos pensar sempre nisso”, conta Wilton Rossi  (guitarras, teclados, loops, baixo) uma das metades do duo. “O clipe é bem simples, traz os músicos na penumbra, banhados por luzes coloridas. Isso casa com a nossa versão da música, que é muito voltada para a sonoridade ambient, com timbres mais espraiados e sutis. Queríamos o mínimo de elementos e o trabalho de luz trouxe esse movimento que segue em paralelo com as modulações dos arpejos e reverberações de delays. Os três foram filmados separadamente e unidos na edição em alguns momentos. Ficou assim: simples e bonito”, completa Zepedro Gollo, a outra metade do duo e também o responsável pelo clipes.


“Auê, Auê” é a terceira música do EP “Festa”, que tem lançamento previsto para o meio do ano. Na faixa, Vinces faz um contraponto com a letra, onde canta as dificuldades dos trabalhadores brasileiros e a melodia, que preenche a mensagem com o ritmo dançante tipicamente pop e brasileiro.

“Vejo que a lamentação contida na letra somada à alegria da melodia compõe uma linguagem popular, única e, ainda assim, familiar, afinal, cada vez mais a bad tem tomado o palco para falar.”, comenta o artista.

Vitor Silveira
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Vitor Silveira

Vitor Silveira, é graduado em Biblioteconomia pela UFRJ, e também tem formação técnica em Produção Audiovisual pela FAETEC. Atualmente divide a vida entre pesquisas em Humanidades Digitais e o portal Disconversa, onde contribui como editor, colunista e webmaster, assim como produtor e editor de áudio no Disconversando. Entre opiniões polêmicas e informações obscuras, enxerga em um disco do Cartola a mesma beleza que no Metal Machine Music do Lou Reed.