Júlio Ferraz inaugura formato de ao vivo em novo álbum

Após um mês da estréia do seu mais recente trabalho de inéditas, o elogiado EP “Lampejos“, lançado no dia 30 de abril desse ano, Júlio Ferraz surge com seu primeiro álbum ao vivo, onde talvez inaugure um novo formato. Com o título de “Quarentine Live”, o novo trabalho foi lançado no dia 01 de junho pela gravadora Discobertas, responsável entre outras coisas por vários relançamentos importantes em vinil e CD.

Longe do barulho de uma platéia e próximo a vazamentos caseiros de um músico tocando de forma intimista em seu quarto, Júlio Ferraz lança um álbum onde ele passeia por toda sua discografia, tocando canções de todos os álbuns, despido das grandes instrumentações e arranjos que marcaram sua obra até aqui.

“Com a chegada da COVID-19, muitos músicos passaram a fazer Lives, comigo não foi diferente, passei a ter uma rotina semanal de conversas com o público e apresentações através das minhas páginas oficiais. No dia 15 de maio, anunciei mais uma Live no Instagram e, em meio à transmissão, fui surpreendido com uma mensagem do produtor Marcelo Froes que dizia: “capricha, estou gravando”. Dias depois recebo em meu e-mail o registro da Live em vídeo, e numa conversa informal percebemos que o material estava muito bom, resolvemos então fazer daqueles registros um álbum ao vivo em um formato não convencional. Se trata de um disco com a peculiaridade de ter sido gravado através de uma transmissão ao vivo e captado por um celular em outro estado do Brasil via web.

Com o material captado em mãos, comecei a trabalhar a trilha, primeiramente retirando os excessos até partir para a próxima etapa. A partir dai, contactei Yargo Feghali no Estúdio Y para fazer o tratamento de áudio e a masterização. Fiz a direção das sessões através de horas de ligações telefônicas e trocas de e-mails durante dois ou três dias de trabalho.

O álbum “Quarentine Live” nasce de um registro completamente espontâneo, onde fui simplesmente tocando canções de todos os meus trabalhos solo, sem repertório pré-planejado. O registro traz o caule, o centro de muitas canções que estão cobertas por grandes instrumentações nos álbuns de estúdio, junto ao sentimento de troca com o público ali presente, um momento de leveza em meio ao caos vivido nessa pandemia, em uma busca por levar calma, resiliência e amor aos ouvintes.

Júlio Ferraz, 23 de maio, 2020.”

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Vitor Silveira
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Vitor Silveira

Vitor Silveira, é graduado em Biblioteconomia pela UFRJ, e também tem formação técnica em Produção Audiovisual pela FAETEC. Atualmente divide a vida entre pesquisas em Humanidades Digitais e o portal Disconversa, onde contribui como editor, colunista e webmaster, assim como produtor e editor de áudio no Disconversando. Entre opiniões polêmicas e informações obscuras, enxerga em um disco do Cartola a mesma beleza que no Metal Machine Music do Lou Reed.

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