Os 20 anos do Discogs: Conheça a história da plataforma

No dia 01 de novembro um dos nossos sites favoritos, o Discogs, comemorou 20 anos de existência! O site começou como um hobby de Kevin Lewandowski, fundador e CEO da plataforma. Naquela época, em 2000, o objetivo era ciar um catálogo de músicas eletrônicas já gravadas. Com o feedback da comunidade, foi permitido também o cadastro de discos de hip-hop, depois rock, jazz, e depois tudo.

Em texto comemorativo postado no blog do Discogs, o fundador elenca as melhores memórias nesses 20 anos de trabalho:

  • Os primeiros dias de trabalho em estreita colaboração com contribuidores nos fóruns;
  • Todas as músicas excelentes que descobri garimpando e explorando os Discogs;
  • Escutar diretamente das pessoas sobre a importância do Discogs para elas;
  • Visitar lojas de discos e ouvir as pessoas falarem sobre o Discogs ou ver o Discogs aberto em seus computadores (eu compro anonimamente).
Kevin nos primeiros dias. (Foto: reprodução Discogs)

Caso você tenha perdido, ou queira relembrar, as nossas matérias sobre a plataforma:

Imagem: reprodução

Hoje, a plataforma conta com mais de 13 milhões de títulos cadastrados. Desses, ao menos 6 milhões são em vinil. São mais de 7 milhões de artistas, 1,5 milhões de gravadoras e selos e quase 60 milhões de itens à venda de 150.000 vendedores!

Em 2010, Dark Side of The Moon (Pink Floyd, 1973) se tornou o disco mais colecionado da plataforma, título que se mantêm até hoje. Atualmente ele é seguido por Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (The Beatles, 1967), Abbey Road (The Beatles, 1969), Wish You Were Here (Pink Floyd, 1975) e Thriller (Michael Jackson, 1982).

Falando em artistas brasileiros, o top 5 fica com Meus Caros Amigos (Chico Buarque, 1976), Chico Buarque (Chico Buarque, 1978), Dois (Legião Urbana, 1986), Construção (Chico Buarque, 1971) e Falso Brilhante (Elis Regina, 1976).

Au Clair De La Lune (Édouard-Léon Scott De Martinville, 1860) é o item mais antigo cadastrado na plataforma. Ela é a primeira gravação inteligível de uma voz humana, uma versão histórica de 20 segundos de “Au clair de la lune” gravada em 9 de abril de 1860, 17 anos antes de Thomas Edison inventar o fonógrafo. Léon Scott patenteou sua própria invenção (n° 31470) sob o nome de phonautographe (fonoautógrafo, em português) em 25 de março de 1857. O fonoautógrafo foi o primeiro aparato capaz de registrar sons em cilindros de papel, madeira ou vidro com uma capa de fuligem. Sem no dispor da capacidade de reproduzi-los, o dispositivo apenas “desenhava” a representação visual das ondas sonoras. Em 2008 uma equipe de historiadores e técnicos norte-americanos conseguiu extrair o som de uma gravação de 1860 da canção folclórica francesa.

O atual recorde de valor numa venda pertence ao The Black Album (Prince, 1987), na sua prensagem canadense, que foi vendido por nada mais nada menos que 27.500 dólares, que hoje equivalem a R$ 158.858,33.

Abaixo, um vídeo de Nik Kinloch, diretor de banco de dados desde 2011, para o aniversário de 15 anos do Discogs. A filmagem não inclui as mudanças mais recentes ocorridas nos últimos cinco anos, mas ainda vale como uma viagem no tempo para os usuários mais antigos, e uma descoberta para usuários mais recentes!

Que venham os próximos 20 anos, e depois mais 20, e assim por diante!

Vitor Silveira
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Vitor Silveira

Vitor “Buba” Silveira tem 30 anos, é bibliotecário e o mago das edições do Disconversa.⠀ Cheio de contrastes, tem a maior pinta de rockeirão do mal, mas é (quase) um sujeito paz e amor. Entre opiniões polêmicas e informações obscuras, enxerga em um disco do Cartola a mesma beleza que no Metal Machine Music do Lou Reed.

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