Vinil cameo – High Fidelity (a série, não o filme)

O que cabe num frame? Vinil cameo é a nova coluna que se dedica a decupar o que acontece num único frame de uma cena, trazendo todas as referências possíveis.

Não sei vocês, mas a única promessa de ano novo que eu consegui fazer por aqui foi a de assistir mais filmes e séries. E todo mundo sabe que quebrar promessa de ano novo dá azar. Vai que eu acabo não encontrando aquele Verocai 1972 original NM num garimpo por causa disso? Tô fora!

Pra ajudar nessa história decidi começar uma coluna nova aqui no site.

Cameo, por definição, é uma curta aparição de uma pessoa conhecida em uma obra de arte cênica, geralmente interpretando a si mesmo. Alguém aí pensou em Stan Lee ou Hitchcock?

E aí chega a ideia para ajudar a cumprir a promessa de ano novo. Sempre curti prestar atenção no que acontece no entorno das cenas, principalmente reparando nos elementos de arte pop que contextualizam a situação, por isso vinil cameo. Nessa nova coluna (não semanal, não quinzenal, mas prometo que ao menos mensal), trago uma cena de algum filme ou série assistida decupada e explicada!

Pra início de conversa vamos com a série de Alta Fidelidade, uma das melhores produções do ano passado!

Logo se vê que ainda não assisti nada esse ano. Quem acompanha o Disconversa há algum tempo sabe que escrevi sobre a série nesse post de setembro do ano passado (hehe).

Na série, Rob (Zoë Kravitz) é dona de uma loja de discos onde trabalham Clyde (Jake Lacy) e Cherise (Da’Vine Joy Randolph), uma turminha da pesada que vai ajudar Rob a revisitar os relacionamentos passados e acordar pra vida.


2, 3, 4, 5, e 13 – Vários 7″ que eu simplesmente não fazia ideia da existência

Não conheço e nem consegui descobrir, e pode acreditar que eu TENTEI. Inclusive, quem conseguir descobrir pode enviar a cola para contato@disconversa.com junto com os números da Mega Sena, tá?

(tenho quase certeza que a 3 tem a ver com Germs)


1) Quadro do BRABO Notorious B.I.G.

Rapper estadunidense representante do East Coast hip hop, uma combinação de dancehall, com R&B, disco, soul e jazz.


6) Fingers-Cut, Megamachine! / Kurt Vile – Split

Fingers Cut Megamachine! é uma banda de indie folk formada em Los Angeles por Devon Williams, ex-integrante da banda punk Osker.

Kurt Vile também toca indie folk e é um cantor, compositor, multi-instrumentista e produtor musical estadunidense.

(não tem vídeo desse split na internet, mas pode confiar, é música de qualidade sim!)


7) BIG NO – Steady Sounds Single

BIG NO é uma banda estadunidense formada em 2009. As influências da banda, segundo eles mesmos, são “Twin Peaks, Prince e Einsturende Neubauten“. GOSTO.



8) Grace Jones – La Vie En Rose / I Need A Man

Com essa capa! Grace Jones é uma modelo, cantora e atriz jamaicana radicada nos Estados Unidos.


9) Minor Threat – First Demo Tape

Minor Threat foi uma banda de hardcore punk formada em Washington DC, Estados Unidos, no ano de 1980, por Ian Mackaye (vocal) e Jeff Nelson (bateria), ambos ex-integrantes do clássico Teen Idles.


10) Left Hand Drive – Jailbait / Motorway Crow

Não tenho a menor ideia de que banda é essa e nem encontrei muita coisa sobre. A única certeza é que são ingleses e a capa que aparece na foto é uma reedição do single de 1977. 🤷‍♂️


11) Rufus featuring Chaka Khan – Rufusized

Rufus foi uma banda estadunidense de funk formada em Chicago, Illinois, mais conhecida por lançar a carreira do vocalista Chaka Khan.


12) Jay Reatard – Matador Singles ’08

Jay Reatard foi um músico estadunidense (todo mundo nessa foto é estadunidense?) de Memphis, Tennessee. Ele lançou gravações como artista solo e como membro dos Reatards e Lost Sounds.


14) Nina Simone – Wild Is The Wind

Precisa explicar? Inclusive o documentário What Happened, Miss Simone? tá na lista dos filmes que quero assistir ainda esse ano.


15) Bonus track: WFMU

WFMU é uma rádio comunitária independente que transmite sinal para New Jersey e New York. Dá pra escutar a programação ao vivo aqui!

Vitor Silveira
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Vitor Silveira

Vitor Silveira, é graduado em Biblioteconomia pela UFRJ, e também tem formação técnica em Produção Audiovisual pela FAETEC. Atualmente divide a vida entre pesquisas em Humanidades Digitais e o portal Disconversa, onde contribui como editor, colunista e webmaster, assim como produtor e editor de áudio no Disconversando. Entre opiniões polêmicas e informações obscuras, enxerga em um disco do Cartola a mesma beleza que no Metal Machine Music do Lou Reed.

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