Alfredo Dias Gomes lança álbum Metrópole e fala sobre cinco discos essenciais do jazz fusion

(Crédito: Leandro Marques)

Baterista que acompanhou nomes como Lulu Santos, Hermeto Pascoal e Ivan Lins, Alfredo Dias Gomes apresenta Metrópole, 13º disco de sua carreira solo, iniciada no ano de 1993. Músico da cena instrumental brasileira, o artista assumiu, além das baquetas, os teclados na gravação lançada este mês, que contou com a participação de Jefferson Lescowitch (baixo), Widor Santiago (saxofone) e Jessé Sadoc (trompete).

O álbum teve como engenheiro de som Thiago Kropf e foi masterizado nos estúdios Abbey Road, em Londres, por Andy Walter, que já trabalhou em discos de David Bowie, Coldplay e Beatles. Através de temas curtos, Metrópole traz enfoque no improviso, com sete faixas que exploram a diversidade do jazz. Dentro dos subgêneros, um dos favoritos de Alfredo é o fusion, caracterizado por combinar harmonias tradicionais com elementos do rock, funk e do rhythm and blues.

Expressando essa paixão pelo jazz fusion, Alfredo Dias Gomes falou ao Disconversa sobre cinco discos do estilo que considera essenciais e lhe serviram de influência. Confira!!

Tarkus (1971) – Emerson, Lake And Palmer

“É uma fusão do rock com música erudita. Eu tinha onze anos quando escutei pela primeira vez esse disco, nunca tinha ouvido nada parecido. Na época foi fundamental para a minha decisão de me tornar músico.”

Bitches Brew (1970) – Miles Davis

“Disco do Miles Davis que revolucionou o mundo da música. Considerado o marco do fusion, mistura o ritmo com funk e rock. Foi minha transição para o jazz. Tem a participação do baterista e percussionista Don Alias, com quem eu viria a ter aulas de bateria no final dos anos 1970. Em 2017 gravei o álbum Tribute to Don Alias.”

Birds Of Fire (1973) – Mahavishinu Orchestra

“Disco da banda liderada pelo guitarrista inglês John McLaughlin. Foi a primeira vez que escutei o baterista Billy Cobham, fiquei impressionado com sua técnica, agilidade e suas viradas incríveis de tambores. Talvez seja o baterista que mais me influenciou.”

Spectrum (1973) – Billy Cobham

“Primeiro disco solo do baterista Billy Cobham, considero um dos melhores discos de fusion. No meu álbum Looking Back, de 2015, gravei a música ‘Red Baron‘, inclusa em Spectrum.”

The Leprechaun

“Outro grande ídolo que me influenciou muito com suas composições. Esse álbum tem a participação do baterista Steve Gadd, outra grande influência para mim. Também no álbum Looking Back homenageei Chick Corea, gravando a música ‘Nite Sprite’ desse disco.”

Lucas Vieira

Lucas Vieira tem 26 anos, é jornalista e produtor de conteúdo no Disconversa. Seu gosto musical (quase) se resume em MPB e rock das décadas de 1960 e 1970. Além disso, gosta de videogames antigos, fotografia, assistir os mesmos filmes mil vezes e se vestir como se estivesse em qualquer década, menos a atual.

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