Clube do Balanço buscou traduzir em estúdio energia dos shows através de Balanço Na Quebrada

Balanço Na Quebrada (2019, YB Music) – Clube do Balanço
Cotação: 3/5

Comemorando seus 20 anos de carreira, em 2019 o Clube do Balanço gravou seu quinto disco, Balanço Na Quebrada, o primeiro desde 2014. Com muita influência dos grupos de samba-jazz e samba-rock das décadas de 1960 e 1970, o conjunto consegue misturar timbres elétricos e sopros com a percussão característica do samba.

Formado por músicos veteranos, o Clube do Balanço está conectado com a música ao vivo, com o samba dos bailes, gafieiras e bares. Balanço Na Quebrada é álbum que reflete esses ambientes, tocado com precisão e clima de nostalgia. Divididas entre os vocalistas Marco Mattoli e Tereza Gama, as canções são simples e cantadas por vozes competentes porém contidas, que não buscam destaque sobre os instrumentos. Entre as composições, chamam atenção a a voz feminina em “Encontros e Desencontros” e o balanço de “Ela Dança“.

Como é tradição na discografia da banda, as faixas instrumentais abrem e encerram o disco. As músicas se destacam no álbum por traduzirem em sonoridade atual o tipo de som tocado por grupos como Som Três e Sambalanço Trio. O piano elétrico trabalha as bases enquanto os metais tomam conta das linhas das vozes, em diálogo interessante.

O disco é marcado por gravações feitas com qualidade e precisão, sem excessos. Para quem respeita as normas de isolamento social devido a pandemia do COVID-19 e sente saudade dos eventos de samba, Balanço Na Quebrada é boa pedida, apesar de as canções funcionarem melhor em ambientes ao vivo.

Em Vinil

Quase dois anos após seu lançamento em CD, Balanço da Quebrada chega em LP pelas mãos do clube de assinatura da Vinil Brasil. O disco possui áudio de alta qualidade, baseada em padrão standard internacional RIAA, e pode ser adquirido no site do Clube através das modalidades assinatura mensal (com carência de 12 meses) ou anual. Ambas possuem frete incluso.

Lucas Vieira

Lucas Vieira tem 26 anos, é jornalista e produtor de conteúdo no Disconversa. Seu gosto musical (quase) se resume em MPB e rock das décadas de 1960 e 1970. Além disso, gosta de videogames antigos, fotografia, assistir os mesmos filmes mil vezes e se vestir como se estivesse em qualquer década, menos a atual.

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